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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Por um Novo Esquerdismo

O Liberalismo aposta na virtude dos empresários
A doutrina conhecida como liberalismo social parece mesmo muito bonitinha. Prega igualdade social, mas afirma que o caminho para isso é pelo capitalismo "humanizado". Toda aquela história bonitinha de "mão invisível do mercado" funcionaria muito bem, se não fosse por um pequeno problema: os empresários não são bonzinhos! As grandes empresas só querem dinheiro. São gananciosas. Mesmo os projetos sociais e de sustentabilidade que as empresas desenvolvem são parte de uma estratégia de marketing. Uma equipe de um departamento de marketing decide: "Precisamos criar uma imagem positiva da empresa. A melhor forma de conseguir isso é criando um projeto social ou fazendo uma doação para o Teleton. Vamos fazer isso!" Acredite, não é caridade pela caridade. É um investimento. E eles doam com uma mão e tiram com a outra, quando lesam o trabalhador em seus direitos, quando enganam o consumidor, quando sonegam impostos. Não podemos confiar a missão de mudar o nosso país nas mãos dos empresários. Leis trabalhistas precisam existir, leis de proteção ao consumidor têm que existir, leis ambientais têm que existir para impor limites às grandes empresas.

E o Estado? É virtuoso?
A direita, em contrapartida, acusa a esquerda de apostar na virtude do Estado. Talvez uma parte da esquerda realmente cometa esse erro. Mas é um erro. Os políticos também não são bonzinhos (tenho a sensação de estar sendo óbvio demais...). O Estado tem o papel de administrar os limites entre as liberdades. O grande problema é que os políticos são corruptos. Os políticos representam, na maioria das vezes, os interesses do capital. Eles são financiados pelas grandes empresas. E as empresas financiam os políticos esperando benefícios em troca. E os políticos, por sua vez, governam para as grandes empresas, não para o povo.

O que fazer, então?
Talvez a solução para esse impasse seja a luta por uma democracia plena. O poder popular é a única forma de se garantir que os nossos direitos não sejam violados e que haja igualdade social. A Constituição Federal, no seu artigo 1º, parágrafo único, diz que "Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente..."(grifo nosso) Ou seja, a constituição prevê que o povo pode exercer diretamente o poder. Mas quais são os instrumentos e dispositivos legais que possibilitam isso? É preciso que sejam criadas leis e feitas emendas constitucionais que possibilitem que o povo exerça diretamente o poder. Os governos têm que governar para os mais fracos, não para os mais fortes. São os mais pobres e mais excluídos que precisam de governo.

Como o povo pode ser empoderado?
O povo não pode exercer poder enquanto não tiver conhecimento e educação. Mas não é a escola que carrega sozinha a responsabilidade de educar o povo. Educar é papel de várias instituições, inclusive os movimentos sociais. Educamos as pessoas divulgando o conhecimento, conscientizando pessoas, dialogando com o povo. Nossa população mais pobre hoje está defendendo as ideias e os interesses de seus maiores inimigos. Os conservadores mais reacionários têm recebido grande apoio e aplauso das massas excluídas, que acreditam serem eles os seus salvadores. O povo não tem conhecimento, e por isso erra. O povo precisa ter a consciência de seu papel, de sua força, e depois exercer o poder.

Por que o povão tende para o conservadorismo reacionário?
Um grande problema das esquerdas de nosso país hoje é o academicismo. Intelectuais de esquerda hoje sentam em roda para discutir teoria, discutir Marx, com seus jargões e sua linguagem acadêmica e sentem suas consciências tranquilas, achando que estão fazendo a sua parte. Enquanto toda essa discussão não consegue atravessar as paredes da Academia, as favelas aplaudem os Bolsonaros da vida. Os intelectuais precisam deixar a sua indolência e dialogar com as massas antes que seja tarde demais. Nenhuma revolução se faz dentro de universidades, mas nas ruas, com a força das massas.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

COMBATIVIDADE: A Câmara de Olinda precisa cumprir seu papel


Olinda passa por sérios problemas. Ao longo dos quase 16 anos da gestão do PCdoB, a cidade foi vítima de descaso. Seja na infraestrutura, seja na saúde, na educação, na segurança e em várias outras áreas, é visível a negligência. E a falta de recursos não pode servir de desculpa: a cidade recebe recursos estaduais e federais, e nesses dezesseis anos a prefeitura deveria ter investido no desenvolvimento da cidade, a fim de multiplicar os recursos vindos do próprio município.

A prefeitura obviamente é a maior responsável por esses problemas. No entanto, a câmara dos vereadores tem sido conivente com esses erros, uma vez que não cumpre seu papel, denunciando-os com veemência. A câmara tem o dever de fiscalizar a prefeitura, levantar a voz contra o descaso e a negligência da gestão da cidade. Mas, infelizmente, Olinda não tem oposição na câmara. Não há discussão política. O trabalho de muitos vereadores tem se resumido a conceder títulos de cidadãos olindenses e dar nomes a ruas, além de apresentar projetos de lei inúteis e que não melhoram em nada a vida do cidadão.

A câmara de Olinda precisa representar os interesses do povo. Precisa de vereadores que denunciem os erros da prefeitura, que levantem a voz contra o descaso, a negligência e a corrupção. Precisa de vereadores verdadeiramente atuantes. Precisa de uma oposição que faça pressão para que a prefeitura trabalhe em favor do povo.

Por isso é importante acompanhar a atuação dos vereadores. O povo precisa acompanhar o dia a dia da câmara, precisa frequentá-la, acompanhar as votações, participar das audiências públicas. Os vereadores precisam representar o povo, portanto o povo precisa participar da vida política de sua cidade, precisam participar do dia a dia da câmara.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

NÃO VENDA SEU VOTO!

Neste ano, em todos os municípios, candidatos oferecerão dinheiro, presentes, favores ou vantagens em troca de votos. Quando você vende seu voto, está trocando o bem da sua cidade por um pequeno benefício individual. E depois não pode exigir o cumprimento das promessas feitas em campanha.
NÃO VENDA SEU VOTO! NÃO ELEJA CORRUPTOS!

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