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sexta-feira, 5 de maio de 2017

O Saber Científico e a Busca de Soluções para os Grandes Males da Humanidade

Vivemos em uma época de extraordinário avanço científico e tecnológico. A ciência fez grandes descobertas, realizou coisas que nos séculos passados eram inimagináveis, e com isso vem contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Paradoxalmente, a humanidade ainda tem que lidar com problemas antigos, como a pobreza, a intolerância, a desigualdade, a violência, o preconceito, a discriminação, o fanatismo.

No livro Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade, a professora Maria Cecília de Souza Minayo diz o seguinte: "Para problemas essenciais, como a pobreza, a miséria, a fome, a violência, a ciência continua sem respostas e sem propostas"¹. Ou seja, segundo ela, a ciência ainda não foi capaz de fornecer respostas ou propor soluções para esses problemas. Eu me pergunto: será mesmo? A ciência é realmente impotente em relação a essas questões?

A época em que estamos vivendo é uma época riquíssima em termos de conhecimento científico e acadêmico. O mundo é pontilhado de universidades e centros de pesquisa. Em todo o planeta, em todas as grandes cidades, um grande volume de conhecimento científico é produzido diariamente. São inúmeros estudos, artigos, teses e dissertações, palestras e conferências produzidos em várias partes do planeta em grande quantidade. Eu arriscaria dizer que hoje a humanidade dispõe de uma quantidade bastante satisfatória de conhecimento científico, suficiente para que possa proporcionar muita qualidade de vida para todas as pessoas. Ainda que haja muito a se descobrir, estamos hoje em um nível bastante avançado de conhecimento científico.

Sendo assim, eu não posso acreditar que não exista conhecimento suficiente para que se possa encontrar uma solução para problemas como a miséria, a desigualdade social e a violência. Com um esforço consciente e direcionado para esse fim, eu não creio que fosse impossível resolver esses problemas, e em um prazo não muito longo. Logo, qual a razão para que esses problemas ainda existam?

Ao longo da história recente da nossa civilização, podemos ver claramente que não existe o interesse por parte daqueles que detêm o poder em resolver esses problemas. Há setores da sociedade que têm interesse direto na manutenção da desigualdade e da ordem atual das coisas. Setores dominantes que querem continuar dominantes a qualquer custo. Setores que colocam os interesses econômicos acima do bem estar e da felicidade da coletividade. Portanto, a miséria, a desigualdade social e a violência não são uma questão de conhecimento científico, mas de política.

Os governos têm o poder de solucionar problemas aparentemente insolúveis. Bastaria fazer com que a produção acadêmica fosse aplicada a essa finalidade, na busca de soluções, na criação de projetos que fossem capazes de eliminar esses problemas. A ciência talvez não tenha respostas exatas, soluções mágicas ou fórmulas prontas para resolver todos os problemas, mas é capaz de identificar as causas dos problemas e de apontar o caminho para a sua resolução. No entanto, raramente os poderes institucionais demonstram qualquer interesse em se aproximar da intelectualidade e da academia. Alguns chegam até mesmo a temer que essa aproximação possa conferir poder à comunidade científica, poder esse que representaria uma ameaça ao seu poder, à sua condição dominante e aos seus interesses.

É incrível como há tantos anos a ciência tem a resposta para as questões ambientais, tem mostrado o caminho para a preservação do planeta, mas os interesses econômicos e políticos ainda travam o progresso nesse sentido. É incrível como o mundo produz tanta riqueza, mas a maior parte dela ainda se concentra nas mãos de tão poucos.

Não podemos cobrar da ciência a solução. A ciência vem fazendo a sua parte, vem cumprindo o seu papel, tanto as ciências humanas quanto as ciências da natureza. É sobre a política que deve recair o peso da culpa por esses males da humanidade. Falta o interesse em se mobilizar os poderes institucionais, em se unirem forças para o confronto a esses problemas.


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Publicado na revista eletrônica Referência.

1. MINAYO, Maria Cecília. O Desafio da Pesquisa Social. Em: Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Meio Ambiente: Uma Questão de Urgência!!!

Sempre foi assim. As questões ambientais sempre foram colocadas em último plano. E aqueles que se preocupam com a preservação do planeta sempre foram chamados de "nerds", "hippies", "babacas" e coisas do gênero. Continua sendo assim.

A última foi um comentário mal educado neste blog, estranhamente em defesa da Unilever (reflitamos depois sobre este caso...) e em defesa dos "Plastitos", dizendo que os mesmos são usados em atividades educativas e outras bobagens como esta. Nossas crianças precisam aprender desde cedo a cuidar do planeta, amigos! Precisam aprender a usar brinquedos sustentáveis. NÃO ME INTERESSA NO QUE ESSES PLASTITOS SÃO USADOS ENQUANTO ESTAS COISAS ESTÃO POLUINDO NOSSO PLANETA! Amigos, a maior parte desses plastitos não está nas escolas e nas mãos de crianças, ESTÁ NAS RUAS, NOS RIOS, E EM TODOS OS LUGARES EM QUE NÃO DEVERIAM ESTAR, POLUINDO NOSSAS CIDADES!

Claro que é verdade que as pessoas precisam se conscientizar, ter educação e não jogar lixo na rua. Mas é muito mais fácil ter controle sobre essas grandes empresas que querem sempre se passar por boazinhas, por "amigas do consimudor", que controlar toda uma população. Infelizmente eu preciso dizer que é impossível conscientizar uma população como um todo a respeito de qualquer coisa. Se a população se conscientizasse, não precisaríamos estar ainda hoje lutando contra a dengue, por exemplo. Mas é preciso que comece pelas grandes empresas.

Também foi dito ironicamente que agora nós deveríamos fazer uma outra campanha para que a Coca Cola usasse garrafas de "madeira reflorestada". Bom, amigos, isso não, mas por que não pensarmos em uma outra alternativa para essas garrafas plásticas também? Gente, este esforço contra os palitos de plástico é só o começo. Tem que começar por algum lugar! Queremos um planeta saudável, não por sermos idealistas, mas por isto ser uma questão de vida ou morte. Já não estamos mais falando no planeta que deixaremos para nossos descendentes, estamos falando no planeta que estamos construindo para nós mesmos. As consequências já estão aí, não são mais para daqui a um milhão de anos. É hora de levar essa conversa mais a sério.

Bom, amigos, é isto. Vamos acordar. Deixem essa mentalidade americanizada imediatista de lado e abracem a causa do meio ambiente. E eu espero que essa pessoa que me deixou essa mensagem tão pouco inteligente e tão alienada tome consciência. Eu espero que não venha a despertar só depois de ser vítima de uma dessas enchentes ou algo parecido, é o que eu espero sinceramente. E espero também que não tenha nada a ver com a Unilever (pois não é no mínimo estranha essa dedicação em defender essa empresa?!), pois se tiver, eu peço que a Unilever me encare de frente e deixe de ser covarde e de se esconder atrás de fakes ridículos.

terça-feira, 16 de março de 2010

Vamos parar de agredir a natureza e o meio ambiente!!!! Vamos começar a nos preocupar com a natureza!!!!