terça-feira, 5 de abril de 2016

Quem precisa de governo são os pobres

Os governos têm o dever de governar para os mais pobres. São os pobres que precisam de governo. Para os ricos, não faz muita diferença quem governa.
A educação é precária, é sucateada? Simples. O rico envia seus filhos para estudar no exterior.
A saúde vai mal? Não tem problema. O rico pode pagar. Se o Hospital Sírio Libanês não resolver, vai se tratar no exterior.
Energia? Compra um gerador! Água? Se faltar, paga um caminhão pipa!
Segurança? Fácil! Quem pode, paga por segurança particular, sistemas de segurança sofisticados.
Mobilidade? Não é problema! Tá tudo engarrafado? O rico tem helicóptero!
Mas e o pobre? O pobre depende do governo para tudo isso. Por isso, o pobre precisa se envolver. Precisa lutar para que o governo lhe garanta seu direito à dignidade. Precisa participar da política. O povo não pode aceitar que os governos trabalhem para os mais ricos.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Políticas públicas para os animais de rua


ANIMAIS - Parece que, para alguns, não é um assunto sério o suficiente para entrar na pauta do poder institucional. Afinal, animais não falam, não debatem. Não votam... Tomo para mim, então, a frase título de uma campanha de 2010 do Movimento de Defesa Animal de Pernambuco: "Eles não votam, mas nós sim!"

França e Nova Zelândia já reconheceram legalmente os animais como seres sencientes. Isto significa que os animais deixam de ser considerados como propriedade pessoal e passam a ser sujeitos de direito. Animais têm sentimentos. Isto já é conhecido pela ciência há muitas décadas. É preciso agora que a legislação garanta seus direitos.

Animais abandonados são um problema nas ruas de Recife e Olinda. Vagam em busca de alimento e abrigo, sujeitos a maus tratos, doenças, acidentes, pondo em risco também os seres humanos. Assim, é preciso que o poder público crie políticas que visem a diminuir o abandono de animais, estabelecer um controle da população animal nas ruas e dar um destino adequado aos animais abandonados nas ruas.

Em 2012, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou um importante projeto de lei que estabelece políticas públicas para o controle populacional de cães e gatos¹. Traz propostas como castração responsável de animais de rua, campanhas de conscientização para reduzir o abandono e a identificação e registro de proprietários de cães e gatos. São ideias que poderiam ser discutidas e implantadas também aqui em Pernambuco.

Políticas para os animais são um assunto sério e precisa ser discutido de forma igualmente séria. "Eu tenho sentido que a forma pela qual nós tratamos os animais é um bom indicador da falta de compaixão que somos capazes de sentir pela raça humana" (Ali McGraw).



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sábado, 5 de março de 2016

OLINDA PARA TODXS!

Apesar de Olinda ser uma cidade de grande importância histórica, há anos reina o atraso na cidade. Esse atraso é tanto econômico quanto social. Há 16 anos, o povo olindense viveu a expectativa de ver uma grande transformação acontecer na cidade, uma verdadeira revolução social, cultural e política, com a vitória de Luciana Santos (PCdoB), nas eleições municipais. A atuação da nova prefeita, no entanto, ficou muito aquém do esperado, e seu sucessor e companheiro de partido, Renildo Calheiros, deixou a cidade abandonada, jogada às traças, fazendo dois mandatos que representaram um verdadeiro retrocesso para o município.

A Câmara dos Vereadores tem feito há anos um papel meramente decorativo. Não existe uma oposição verdadeiramente atuante. O trabalho de boa parte dos edis tem se resumido a conceder títulos de cidadão olindense e dar nomes a ruas (com intenção claramente eleitoreira...). O parlamento do município não representa o povo e seus interesses.

Os problemas da cidade são bastante evidentes. Saúde, educação, saneamento, mobilidade urbana, segurança. Porém há outros problemas que talvez não sejam tão visíveis, mas que são igualmente urgentes. Não há quem defenda as bandeiras da igualdade de gênero, da igualdade racial, dos direitos LGBT e da liberdade religiosa nos espaços institucionais de poder. Uma cidade como Olinda não pode continuar tão atrasada em relação a essas questões. A Câmara Municipal precisa representar de fato o povo.

Esses temas precisam ser discutidos nas eleições de 2016. É preciso que sejam trazidos ao debate e que haja propostas em relação a eles. Olinda precisa evoluir, precisa ser uma cidade mais igualitária, uma cidade onde todos possam desfrutar de seus direitos fundamentais. Olinda precisa ser uma cidade de todos.


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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

NÃO VENDA SEU VOTO!

Neste ano, em todos os municípios, candidatos oferecerão dinheiro, presentes, favores ou vantagens em troca de votos. Quando você vende seu voto, está trocando o bem da sua cidade por um pequeno benefício individual. E depois não pode exigir o cumprimento das promessas feitas em campanha.
NÃO VENDA SEU VOTO! NÃO ELEJA CORRUPTOS!

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sábado, 9 de janeiro de 2016

Qual o papel do Estado?


Há muito tempo existe uma discussão acerca do verdadeiro papel do Estado. Quais devem ser as funções do Estado? Qual a sua importância? Defensores da ideia de "Estado mínimo" afirmam que o Estado deve se limitar às suas funções essenciais mínimas. No entanto, o ponto em que não há acordo é quais exatamente são essas funções.

O Estado existe por uma razão. Não surgiu à toa. Desde o surgimento da civilização, houve a necessidade de líderes para governar as comunidades. E essa necessidade existe até hoje. Mas por que precisamos de Estado? Por que motivo ele é necessário? Será que precisamos mesmo de Estado?

Uma sociedade é formada por pessoas. Cada uma dessas pessoas é sujeito de direitos. Cada um tem suas necessidades. Cada um tem também direito à liberdade. E talvez o problema esteja exatamente aí: estabelecer um significado e uma definição de liberdade. O que é liberdade? Alguns entendem liberdade como o poder de fazer tudo que se desejar sem ser impedido. Este certamente é um conceito equivocado de liberdade. Liberdade é ter o poder de fazer escolhas. No entanto, a liberdade precisa ser limitada quando se vive em sociedade. E os limites da liberdade de um indivíduo são determinados justamente a partir de onde começa a liberdade de outros indivíduos. Mas como definir esses limites? Onde estão esses limites? Os limites da liberdade de um indivíduo não podem ser determinados por ele próprio, pois ele tenderá a empurrá-los para mais longe, tenderá a querer um espaço mais amplo. E o outro inevitavelmente será prejudicado.

É preciso que haja juízes que possam delimitar essas fronteiras. Que possam estabelecer as regras da sociedade e garantir que sejam cumpridas. Creio que o Estado funciona dessa forma. Os governantes devem garantir os direitos de todos os cidadãos e garantir que todos tenham a mesma liberdade, sem que a liberdade de uns interfira na liberdade de outros. Em outras palavras, garantir que não haja desigualdade. O Estado deve assumir a identidade de representação da vontade popular e trabalhar pelo interesse comum da população.

Os direitos de uns não podem afetar os direitos de outros. Por exemplo, o direito dos empresários de se enriquecer não pode prejudicar o direito do trabalhador de viver, ter saúde, alimentar a si mesmo e sua família, ser feliz, ter uma vida digna, lazer etc. Se o trabalhador está sendo prejudicado, o Estado deve intervir.

Estou falando aqui de como as coisas devem ser, não de como são de fato. Os governos nem sempre são bons, o Estado nem sempre cumpre esse papel, os governantes muitas vezes trabalham buscando satisfazer seus interesses pessoais, é verdade. Mas o Estado não deixa de ser necessário por isso. E nós, o povo, temos que exigir que o Estado cumpra seu papel. E em uma democracia como a nossa, nós temos os instrumentos para fazer isso. Temos o direito ao voto, temos direito à manifestação. Podemos exigir de nossos representantes que cumpram seu papel (a tecnologia atual nos possibilita a comunicação com vereadores, deputados e senadores que nos representam nas casas legislativas, seja por telefone, e-mail ou pelas redes sociais). Além de tudo isso, nós podemos participar da política. Podemos ocupar os espaços institucionais de poder. Façamos isso, lutemos para que o Estado garanta de fato a harmonia da sociedade.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O povo pode moralizar a política.

A política partidária tem se tornado cada vez menos atraente para as pessoas sérias de diversos setores da sociedade. E isso é algo fácil de se entender. A corrupção e a falta de seriedade na política são os fatores que mais afastam as pessoas.

Eu sempre percebi que os melhores seres humanos infelizmente não estão na política. Estão trabalhando em ONGs, em instituições religiosas ou filantrópicas, ou estão apenas em casa (e muitos, mesmo em casa, contribuem muito mais do que muitos ativistas para a construção de um mundo melhor...).

Mas será que é importante nos envolvermos, ou pelo menos procurarmos conhecer ou entender de política?

Nossa vida é totalmente influenciada pela política. Não necessariamente a política partidária ou institucional, mas a política está em tudo. Ela está em nosso dia a dia. Não conhecer a política nos torna vulneráveis. Torna-nos vítimas, reféns da política. É preciso que entendamos ao menos um pouco de política.

Eu gostaria, com este texto, de chamar a atenção do leitor para a necessidade de refletir de maneira séria e profunda sobre essas eleições que acontecerão em 2016. De parar um pouco e pensar nesse processo. Votando, o eleitor não está apenas contribuindo para que alguns indivíduos consigam um cargo eletivo. O trabalho desses homens e mulheres que iremos eleger interfere diretamente em nossa vida.

As propagandas políticas hoje em dia são, em sua maioria, risíveis, ridículas. Fazem o processo eleitoral parecer uma brincadeira, uma piada. Os candidatos desafiam a capacidade intelectual do eleitor. E eles fazem isso porque sabem que ainda há os que votam neles. Portanto não vote! Procure os candidatos sérios, que têm as melhores propostas.







No período das campanhas políticas, reflita. Analise. Leia as entrelinhas. Pesquise sobre os candidatos em quem pretende votar. Não seja tolerante com corruptos: teve envolvimento em corrupção? Não vote! O candidato espalha cavaletes, bandeiras e papel pela cidade? Não respeita a cidade! Não vote! Seja criterioso em seu voto. Vamos propagar essa ideia. Nós podemos fazer com que essas eleições sejam diferentes.