sexta-feira, 12 de maio de 2017

Não há rombo na Previdência


Não existe o tal rombo na Previdência. Não podemos nos deixar enganar. Não podemos aceitar que a trabalhadora e o trabalhador paguem a conta.
Vamos divulgar essas informações para o máximo de pessoas possível.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

O Saber Científico e a Busca de Soluções para os Grandes Males da Humanidade

Vivemos em uma época de extraordinário avanço científico e tecnológico. A ciência fez grandes descobertas, realizou coisas que nos séculos passados eram inimagináveis, e com isso vem contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Paradoxalmente, a humanidade ainda tem que lidar com problemas antigos, como a pobreza, a intolerância, a desigualdade, a violência, o preconceito, a discriminação, o fanatismo.

No livro Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade, a professora Maria Cecília de Souza Minayo diz o seguinte: "Para problemas essenciais, como a pobreza, a miséria, a fome, a violência, a ciência continua sem respostas e sem propostas"¹. Ou seja, segundo ela, a ciência ainda não foi capaz de fornecer respostas ou propor soluções para esses problemas. Eu me pergunto: será mesmo? A ciência é realmente impotente em relação a essas questões?

A época em que estamos vivendo é uma época riquíssima em termos de conhecimento científico e acadêmico. O mundo é pontilhado de universidades e centros de pesquisa. Em todo o planeta, em todas as grandes cidades, um grande volume de conhecimento científico é produzido diariamente. São inúmeros estudos, artigos, teses e dissertações, palestras e conferências produzidos em várias partes do planeta em grande quantidade. Eu arriscaria dizer que hoje a humanidade dispõe de uma quantidade bastante satisfatória de conhecimento científico, suficiente para que possa proporcionar muita qualidade de vida para todas as pessoas. Ainda que haja muito a se descobrir, estamos hoje em um nível bastante avançado de conhecimento científico.

Sendo assim, eu não posso acreditar que não exista conhecimento suficiente para que se possa encontrar uma solução para problemas como a miséria, a desigualdade social e a violência. Com um esforço consciente e direcionado para esse fim, eu não creio que fosse impossível resolver esses problemas, e em um prazo não muito longo. Logo, qual a razão para que esses problemas ainda existam?

Ao longo da história recente da nossa civilização, podemos ver claramente que não existe o interesse por parte daqueles que detêm o poder em resolver esses problemas. Há setores da sociedade que têm interesse direto na manutenção da desigualdade e da ordem atual das coisas. Setores dominantes que querem continuar dominantes a qualquer custo. Setores que colocam os interesses econômicos acima do bem estar e da felicidade da coletividade. Portanto, a miséria, a desigualdade social e a violência não são uma questão de conhecimento científico, mas de política.

Os governos têm o poder de solucionar problemas aparentemente insolúveis. Bastaria fazer com que a produção acadêmica fosse aplicada a essa finalidade, na busca de soluções, na criação de projetos que fossem capazes de eliminar esses problemas. A ciência talvez não tenha respostas exatas, soluções mágicas ou fórmulas prontas para resolver todos os problemas, mas é capaz de identificar as causas dos problemas e de apontar o caminho para a sua resolução. No entanto, raramente os poderes institucionais demonstram qualquer interesse em se aproximar da intelectualidade e da academia. Alguns chegam até mesmo a temer que essa aproximação possa conferir poder à comunidade científica, poder esse que representaria uma ameaça ao seu poder, à sua condição dominante e aos seus interesses.

É incrível como há tantos anos a ciência tem a resposta para as questões ambientais, tem mostrado o caminho para a preservação do planeta, mas os interesses econômicos e políticos ainda travam o progresso nesse sentido. É incrível como o mundo produz tanta riqueza, mas a maior parte dela ainda se concentra nas mãos de tão poucos.

Não podemos cobrar da ciência a solução. A ciência vem fazendo a sua parte, vem cumprindo o seu papel, tanto as ciências humanas quanto as ciências da natureza. É sobre a política que deve recair o peso da culpa por esses males da humanidade. Falta o interesse em se mobilizar os poderes institucionais, em se unirem forças para o confronto a esses problemas.


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Publicado na revista eletrônica Referência.

1. MINAYO, Maria Cecília. O Desafio da Pesquisa Social. Em: Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Olinda continua abandonada

O prefeito de Olinda, Professor Lupércio, foi eleito em 2016 com a promessa de melhorar a vida dos olindenses. Entretanto, como era de se esperar, Olinda continua abandonada. Há mais de trinta anos, não existe respeito pela cidade. Olinda, que já foi a cidade mais importante do país, tornou-se vítima de oportunistas, como esse profissional da política, Lupércio Carlos, que já foi vereador, deputado estadual, e agora é prefeito, graças, sobretudo, ao seu curral eleitoral, composto principalmente de evangélicos e os beneficiários de seu "projeto" Casa de Recuperação Cristo Liberta, cujos participantes dizem nos ônibus cinicamente que não recebe ajuda de políticos...

Hoje, 13 de abril de 2017, bastou cair a chuva normal de todos os anos para vermos que a situação da cidade continua a mesma. Olinda novamente debaixo d'água. A entrada e a saída pela avenida Presidente Kennedy e outras avenidas importantes da cidade ficou quase impossível devido ao acúmulo de água. O prefeito, que em campanha prometeu até colocar drones para garantir a segurança na cidade (!), não fez absolutamente nada para impedir esse transtorno na vida dos olindenses.

Até quando a nossa cidade ficará nas mãos de oportunistas como esses? Até quando teremos prefeitos negligentes e uma câmara omissa, que não cumpre seu papel de cobrar as melhorias para a cidade? Olinda não merece prefeitos como Lupércio, Renildo Calheiros, Luciana Santos, Jacilda Urquiza e Germano Coelho. Esses prefeitos são e serão para sempre uma mancha na história de Olinda. Olindenses, tomemos consciência e rejeitemos esses canalhas!

Imagem do site g1.globo.com

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Entrevista com Bruno Fernandes, candidato a vereador de Olinda

Bruno Fernandes é candidato a vereador de Olinda pelo PSOL - Partido Socialismo e Liberdade. É professor, tem 32 anos, é casado e tem três filhos. Formado em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduando em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Plano Municipal de Educação em Direitos Humanos


A Organização das Nações Unidas proclamou os anos de 1995 a 2004 como a Década das Nações Unidas para a Educação em matéria de Direitos Humanos. Nesse período, foram dadas orientações para que fossem criados nos países membros os planos nacionais de educação em direitos humanos, contendo metas e ações específicas para a promoção da educação em direitos humanos, com o objetivo de criar nos povos uma cultura de direitos humanos nesses países.

No Brasil, o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos foi criado em 2003, e foi discutido e revisado, sendo lançada uma nova versão em 2006.

Alguns municípios, como Rio de Janeiro e Joinville, criaram seus próprios planos municipais de educação em direitos humanos, considerando ser essa matéria de extrema importância para a construção de uma sociedade mais inclusiva e tolerante, em que possa existir verdadeira igualdade social.

Nossa proposta para a cidade de Olinda é a criação do nosso Plano Municipal de Educação em Direitos Humanos, a fim de promover a criação e consolidação da cultura de direitos humanos entre o nosso povo, entendendo que a luta pela igualdade social e a emancipação do povo olindense, especialmente daqueles considerados excluídos da sociedade, deve começar pela educação, esta sendo compreendida em sentido amplo.

Acreditamos ser este projeto de grande importância para a cidade e assumimos o compromisso de lutar por sua concretização.


Conheça mais de nossas propostas: CLIQUE AQUI.
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BRUNO FERNANDES 50.500
Reconstruir Olinda é possível.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

COMBATIVIDADE: A Câmara de Olinda precisa cumprir seu papel


Olinda passa por sérios problemas. Ao longo dos quase 16 anos da gestão do PCdoB, a cidade foi vítima de descaso. Seja na infraestrutura, seja na saúde, na educação, na segurança e em várias outras áreas, é visível a negligência. E a falta de recursos não pode servir de desculpa: a cidade recebe recursos estaduais e federais, e nesses dezesseis anos a prefeitura deveria ter investido no desenvolvimento da cidade, a fim de multiplicar os recursos vindos do próprio município.

A prefeitura obviamente é a maior responsável por esses problemas. No entanto, a câmara dos vereadores tem sido conivente com esses erros, uma vez que não cumpre seu papel, denunciando-os com veemência. A câmara tem o dever de fiscalizar a prefeitura, levantar a voz contra o descaso e a negligência da gestão da cidade. Mas, infelizmente, Olinda não tem oposição na câmara. Não há discussão política. O trabalho de muitos vereadores tem se resumido a conceder títulos de cidadãos olindenses e dar nomes a ruas, além de apresentar projetos de lei inúteis e que não melhoram em nada a vida do cidadão.

A câmara de Olinda precisa representar os interesses do povo. Precisa de vereadores que denunciem os erros da prefeitura, que levantem a voz contra o descaso, a negligência e a corrupção. Precisa de vereadores verdadeiramente atuantes. Precisa de uma oposição que faça pressão para que a prefeitura trabalhe em favor do povo.

Por isso é importante acompanhar a atuação dos vereadores. O povo precisa acompanhar o dia a dia da câmara, precisa frequentá-la, acompanhar as votações, participar das audiências públicas. Os vereadores precisam representar o povo, portanto o povo precisa participar da vida política de sua cidade, precisam participar do dia a dia da câmara.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma reflexão sobre a Educação em Olinda


O problema da educação em Olinda precisa ser analisado de um ponto de vista mais amplo.
Primeiramente, é preciso definirmos o conceito de educação. Educação é um conceito amplo. Significa mudar pessoas, torná-las seres humanos melhores em vários sentidos. O principal objetivo da educação é desenvolver plenamente o indivíduo, transformá-lo em um cidadão consciente e capaz de interagir positivamente com o mundo em que vive, com condições de contribuir para sua melhoria. Nesse sentido, a educação vai muito além das atividades escolares. A educação acontece no lar, nas instituições religiosas e culturais, nos espaços de lazer e nos partidos políticos. Esse sentido mais amplo precisa ser pensado quando se quer discutir a educação enquanto conceito norteador de um trabalho político e social. Promove-se a educação também desenvolvendo a cultura; promove-se a educação cuidando da saúde pública; promove-se a educação proporcionando lazer e práticas esportivas; promove-se a educação criando-se espaços de debate político e filosófico. O usuário do sistema de saúde, por exemplo, precisa ser educado para que possa cuidar bem de sua saúde e evitar doenças. O sistema de saúde é também um espaço de educação.