quinta-feira, 18 de agosto de 2016

COMBATIVIDADE: A Câmara de Olinda precisa cumprir seu papel


Olinda passa por sérios problemas. Ao longo dos quase 16 anos da gestão do PCdoB, a cidade foi vítima de descaso. Seja na infraestrutura, seja na saúde, na educação, na segurança e em várias outras áreas, é visível a negligência. E a falta de recursos não pode servir de desculpa: a cidade recebe recursos estaduais e federais, e nesses dezesseis anos a prefeitura deveria ter investido no desenvolvimento da cidade, a fim de multiplicar os recursos vindos do próprio município.

A prefeitura obviamente é a maior responsável por esses problemas. No entanto, a câmara dos vereadores tem sido conivente com esses erros, uma vez que não cumpre seu papel, denunciando-os com veemência. A câmara tem o dever de fiscalizar a prefeitura, levantar a voz contra o descaso e a negligência da gestão da cidade. Mas, infelizmente, Olinda não tem oposição na câmara. Não há discussão política. O trabalho de muitos vereadores tem se resumido a conceder títulos de cidadãos olindenses e dar nomes a ruas, além de apresentar projetos de lei inúteis e que não melhoram em nada a vida do cidadão.

A câmara de Olinda precisa representar os interesses do povo. Precisa de vereadores que denunciem os erros da prefeitura, que levantem a voz contra o descaso, a negligência e a corrupção. Precisa de vereadores verdadeiramente atuantes. Precisa de uma oposição que faça pressão para que a prefeitura trabalhe em favor do povo.

Por isso é importante acompanhar a atuação dos vereadores. O povo precisa acompanhar o dia a dia da câmara, precisa frequentá-la, acompanhar as votações, participar das audiências públicas. Os vereadores precisam representar o povo, portanto o povo precisa participar da vida política de sua cidade, precisam participar do dia a dia da câmara.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma reflexão sobre a Educação em Olinda


O problema da educação em Olinda precisa ser analisado de um ponto de vista mais amplo.
Primeiramente, é preciso definirmos o conceito de educação. Educação é um conceito amplo. Significa mudar pessoas, torná-las seres humanos melhores em vários sentidos. O principal objetivo da educação é desenvolver plenamente o indivíduo, transformá-lo em um cidadão consciente e capaz de interagir positivamente com o mundo em que vive, com condições de contribuir para sua melhoria. Nesse sentido, a educação vai muito além das atividades escolares. A educação acontece no lar, nas instituições religiosas e culturais, nos espaços de lazer e nos partidos políticos. Esse sentido mais amplo precisa ser pensado quando se quer discutir a educação enquanto conceito norteador de um trabalho político e social. Promove-se a educação também desenvolvendo a cultura; promove-se a educação cuidando da saúde pública; promove-se a educação proporcionando lazer e práticas esportivas; promove-se a educação criando-se espaços de debate político e filosófico. O usuário do sistema de saúde, por exemplo, precisa ser educado para que possa cuidar bem de sua saúde e evitar doenças. O sistema de saúde é também um espaço de educação.

domingo, 17 de julho de 2016

Bruno Fernandes lança pré-candidatura para vereador de Olinda


Ontem, dia 16 de julho de 2016, aconteceu na Casa dos Diálogos, no Carmo, em Olinda, o evento de lançamento da pré-candidatura do professor Bruno Fernandes para o cargo de vereador. O evento contou com a presença do deputado estadual e pré-candidato à prefeitura de Recife Edilson Silva, da pré-candidata a vice-prefeita de Recife Luciana Cavalcanti, da presidente estadual do PSOL-PE e pré-candidata a vereadora de Recife Albanise Pires, além do presidente do PSOL Olinda e pré-candidato a prefeito de Olinda Jesualdo Campos Júnior.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A compreensão pode curar a homofobia

A homofobia mata. Mas tem cura. Colocar-se no lugar do outro pode ser um caminho.

Conversei esta semana com um rapaz de 20 anos, aluno de uma escola do bairro de Rio Doce, em Olinda, que disse ter sido vítima de crime de homofobia na própria escola. Não vou revelar a identidade do rapaz. Ao chegar na escola, após ter passado por vários problemas no percurso, um colega começou a provocá-lo, com frases que eu prefiro não reproduzir aqui pelo nível de vulgaridade, a ponto de tirar o rapaz do sério. Os dois foram às vias de fato. O rapaz queria orientação quanto ao que deveria fazer, a quem recorrer a fim de denunciar o crime do qual foi vítima. Fiquei bastante comovido com o relato. Jovem, homossexual, indignado por não suportar mais o preconceito, o ódio do qual é vítima unicamente por causa de sua orientação sexual, estava simplesmente desesperado. Tento me colocar na pele de pessoas como esse menino. Conheço tantos rapazes e moças homossexuais, pessoas de um coração bom, pessoas inteligentes, bondosas e principalmente bem humoradas. Dói meu coração de pensar no desespero dessas pessoas, que gritam, apelam à sociedade que apenas os deixe em paz, que os aceite, que os reconheça como seres humanos. Que os permita ser quem eles são, ser o que são. Que os permita existir. Há muitos que dizem aceitar os homossexuais, mas com a condição de que se mantenham escondidos da sociedade, que disfarcem sua homossexualidade, que não se manifestem, que não se mostrem, que se conformem aos moldes que a sociedade impõe. Isso não é tolerância. Isso continua sendo uma enorme violência.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O drama dos povos indígenas do Brasil

QUEM são os indígenas do Brasil?

O Brasil não foi habitado por grandes civilizações indígenas, como os maias, astecas e incas. No entanto, estima-se que havia no Brasil, à época em que os conquistadores portugueses chegaram aqui, mais de sete milhões de nativos, de diversas tribos, espalhados por diferentes regiões. Hoje há cerca de novecentos mil indígenas vivendo em nosso país. Nossos nativos sofreram grande violência física e cultural, foram despojados de suas terras, de suas riquezas, de sua cultura, foram atingidos por doenças que lhes eram desconhecidas e contra as quais não tinham defesas naturais. Muitos foram assassinados, muitas mulheres violentadas, populações foram expulsas de suas terras. Hoje, nossos índios lutam para continuar existindo, lutam para manter sua identidade, o que é cada vez mais difícil, devido à ganância voraz dos latifundiários, dos grandes capitalistas, que cobiçam suas terras e a riqueza que estas contêm, que os veem como animais selvagens sem alma.


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Direitos Humanos


A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Assembleia Geral da ONU em 1948, motivada principalmente pelo sentimento de comoção mundial após a barbárie da Segunda Guerra Mundial. Quase 70 anos depois, é triste perceber que o mundo não amadureceu o suficiente no que diz respeito à cultura de direitos humanos. Este é um tema que não pode esperar, precisa ser debatido com urgência.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Todo camburão tem um pouco de navio negreiro: O Racismo Institucional

Quando eu ouvi essa música da banda O Rappa, juro que me arrepiei todo. A música é linda. Ao ouvi-la, percebemos rapidamente que se trata de um testemunho de alguém que sentiu tudo aquilo na pele. Mas a canção "Todo Camburão Tem um Pouco de Navio Negreiro" não trata do racismo individual, mas de um tipo muito específico de racismo: o racismo institucional.