terça-feira, 10 de setembro de 2019

"Lula Livre" deve ser pauta prioritária das esquerdas?

Lula é vítima de perseguição, só não vê quem não quer.

Todo o processo que o levou à condenação foi totalmente atípico, totalmente viciado. A rapidez com que ele foi julgado, condenado e preso, mesmo sem provas minimamente consistentes, jamais foi vista em nenhum outro caso na história da justiça brasileira.

A liberdade de Lula seria uma questão de justiça, uma questão humanitária.

Tudo bem, mas será que a pauta "Lula Livre" deve ser pauta prioritária das "esquerdas"?

Com todo respeito ao ex-presidente, como a liberdade de Lula alteraria a atual conjuntura política do nosso país? O que Lula poderia fazer para conter os inúmeros retrocessos, os ataques à democracia e o terrível desmonte pelo qual nosso país passa atualmente?

Em primeiro lugar, a eleição já passou. O Brasil já elegeu um presidente despreparado, mal intencionado, entreguista e irresponsável. O único meio de tirá-lo do poder dentro da legalidade não envolve o ex-presidente.

E eu pergunto: será que alguém ainda espera ou deseja que Lula seja presidente novamente em 2022? Lula está idoso, não tem mais energia para governar o país e muito menos boas ideias. Além do mais, Lula sempre representou uma tentativa de conciliação de classes que a história mostrou ter sido frustrada. A elite não quer fazer acordo com os pobres. A elite quer manter seus privilégios e seu poder.

O Brasil enfrenta hoje problemas muito sérios. O pobre, o trabalhador assalariado está sofrendo constantes ataques. O empresariado e seus representantes no poder institucional declararam guerra contra o trabalhador e estão promovendo uma destruição criminosa de seus direitos. O preconceito, o racismo e a intolerância ganharam a bênção do governo. Os indígenas do nosso país estão vivendo um novo capítulo do pesadelo do seu genocídio: o dominador está rugindo, salivando e mostrando os dentes para eles. E o meio ambiente está sofrendo uma destruição jamais vista em nossa história. A minha pergunta é: Como o "Lula Livre" vai resolver esses problemas?

O "Lula Livre" é uma causa nobre e justa, mas é problema de Lula e do PT. O PT só fala em unidade da esquerda quando lhe convém. Agora que resolva seus próprios problemas. O Brasil tem problemas mais importantes com que se preocupar.

sábado, 1 de junho de 2019

Olinda está sendo negligenciada. É preciso reconstruir a nossa cidade.

Olinda é uma cidade de uma importância histórica imensa para o nosso país. Foi durante muito tempo a cidade mais importante do Brasil, a sede da Capitania de Pernambuco, que era a mais rica da colônia. Olinda tem uma história de luta, resistência, defesa da liberdade e democracia. É considerada o berço da República.

Além disso, a cidade de Olinda é Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, sendo a segunda cidade do país, depois de Ouro Preto, a receber esse título. A cidade recebe, durante todo o ano, turistas de várias partes do mundo, os quais reconhecem a beleza e a importância da cidade.

No entanto, há muitos anos, a cidade de Olinda tem sido esquecida, negligenciada, abandonada pelo poder público. Há muitas décadas, as prefeituras não têm dado a devida atenção aos problemas da cidade. Olinda vive sérios problemas, como ruas esburacadas, cheias de lama, sujeira e entulhos; sempre que chove, as ruas ficam inundadas e as pessoas impedidas de sair de casa; as escolas públicas e os postos de saúde não recebem investimentos suficientes; há anos não tem uma maternidade pública na cidade onde as mulheres olindenses possam trazer seus filhos ao mundo; entre outros problemas.

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A imagem pode conter: céu, nuvem, casa e atividades ao ar livre
Imagens da rua Lauro Diniz, em Peixinhos, Olinda.
A rua está um verdadeiro lago de lama. Em um trecho, há obras em andamento
que parecem nunca ter fim. 

A atual gestão tem sido igualmente negligente. Ao assumir, o prefeito Lupércio Carlos em vez de priorizar o saneamento básico e a infraestrutura da cidade, manteve a mesma política das gestões anteriores: a prefeitura se tornou um verdadeiro balcão de favores para os amigos da prefeitura e nada de se resolverem os problemas da cidade.

Vários bairros enfrentam graves problemas: Peixinhos, Vila Popular, Jardim Brasil, Caixa D'Água, Águas Compridas, Aguazinha, Salgadinho, Sítio Novo, Ouro Preto, Cidade Tabajara, Fragoso, Jardim Atlântico entre outros. A prefeitura continua inchada de cargos comissionados, enquanto não tem dinheiro para as principais necessidades da cidade.

O ano de 2020 será ano de eleições municipais no Brasil. É o momento para se refletir sobre a cidade de Olinda. Todo cidadão olindense precisa tomar para si a responsabilidade de agir para que a mudança aconteça. Analisar as propostas de cada candidato (a prefeito e a vereador), a sua história política, as suas ações, e votar certo. O ano de 2020 é a chance de fazermos a mudança acontecer na cidade.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Haddad é o fio de esperança para o povo mais humilde do nosso país

As eleições presidenciais de 2018 no Brasil já entram para a história como as que mais dividiram o país e acirraram os ânimos da população.

A questão é que estamos diante de um verdadeiro perigo para o futuro do nosso país. A paz institucional está seriamente ameaçada. Temos um candidato, Jair Bolsonaro, que, além de ter demonstrado claramente não ter respeito pelos princípios democráticos e humanistas durante todo o processo, não tem o menor preparo e equilíbrio emocional para assumir o posto de chefe de estado e governante máximo da nação. O indivíduo vem levando a cabo um projeto pessoal de poder há mais de cinco anos, usando poderosas estratégias de marketing e apelando fortemente para o lado radical irracional da população para atingir seus objetivos ambiciosos. Ele quer ser presidente, custe o que custar.


Fernando Haddad, candidato à presidência pelo PT, participou no dia 22 de outubro de uma entrevista no programa Roda Viva. O candidato demonstrou um sólido conhecimento de economia, fruto não apenas de uma formação acadêmica consistente, mas também de longa experiência na área. Além disso, mostrou abundante conhecimento da política e muita honestidade ao avaliar criticamente os governos anteriores, seus erros e acertos.


O nosso país enfrenta desafios enormes. Grandes problemas econômicos e sociais. O momento é de o eleitor avaliar de modo crítico e racional as opções que são apresentadas. Não podemos correr o risco de perder todas as conquistas alcançadas durante décadas de luta. Quem mais sofrerá com um governo incompetente e irresponsável é a população mais pobre, que necessita de programas sociais, de uma legislação que lhe proporcione as condições de sair da situação de exclusão em que se encontra. O Brasil corre o risco de afundar em uma crise sem precedentes, e de consequências muito sérias para os mais humildes. Hoje a classe média reclama de preços de combustíveis, de passagens aéreas, de aparelhos tecnológicos e automóveis. O risco que a população pobre corre agora é, no entanto, de fome, miséria, exclusão, doença, falta de moradia e morte. Não podemos permitir que isto aconteça.

Independente de termos críticas ao PT, ainda que sejam críticas severas, precisamos entender que neste momento, ainda que muitos acreditem que Haddad não seja a opção ideal, é somente ele quem pode proporcionar esse fio de esperança ao povo mais pobre.

Veja a entrevista no Roda Viva:
https://www.youtube.com/watch?v=8TSmH8XyX_o

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Entrevista com Gleydson Góes, candidato a deputado estadual pelo PSOL



Gleydson Góes é candidato a deputado estadual pelo Partido Socialismo e Liberdade - PSOL. É artista e professor, cabense, morador do bairro São Francisco.


1. Por que você é candidato a deputado estadual?
Porque a Cidade do Cabo se tornou o município brasileiro com maior índice de violência letal intencional contra jovens entre 15 e 29. Estamos falando de projetos de vidas que não são exitosos graças à corrupção endêmica que se apropriou da Administração Pública na Cidade do Cabo. Os absurdos com dinheiro público aqui são sempre escandalosos, enquanto adolescentes morrem por causa de um celular de R$ 200,00 ou uma bermuda que pegam no varal do vizinho porque seus pais são pobres e não conseguem comprar sequer roupas. Nós, adultos, temos que sair da cadeira do espectador criticador/acusador para tomarmos ações concretas no sentido de mudar essa realidade.

2. Você acredita que é possível contribuir de forma significativa para mudar a realidade do nosso estado com um mandato na Assembleia Legislativa? O que você acredita que poderia fazer como deputado?
Certamente! Precisamos criar uma Comissão Permanente de Combate ao Homicídio na adolescência em todo o estado de Pernambuco, de modo que se possa mapear índices de violência letal contra adolescentes e jovens e que suas causas sejam tratadas. Faz-se necessária, como primeira medida, mapear a fome nas comunidades pobres de Pernambuco, inclusive no interior. Tem muita gente passando fome em silêncio em nosso estado, isso é degradante e uma grande humilhação. Pernambuco precisa executar as políticas públicas preconizadas no Estatuto da Juventude, Lei Federal de Nº 12.852/13, bem como o Estatuto da Criança e do Adolescente. O Brasil é gozado, pois a maioria das leis que beneficiam o povo são negligenciadas, ao passo que as leis que tiram dos cidadãos dinheiro ou os obriga a prestar algum serviço obrigatório para o Estado são seguidas rígida e eficazmente. É urgente a necessidade de fomento ao emprego, renda e programas de estágios, jovem aprendiz e trainee, dessa forma toda uma nova geração vai se livrar da fatalidade da morte precoce e injusta.

3. Como você pretende usar as emendas parlamentares caso seja eleito?
No fomento a entidades e iniciativas que visem à transparência, ao controle social e ao combate à corrupção. Pretendemos convocar a sociedade para montarmos um Instituto de Transparência, Controle Social e Combate à Corrupção, na Cidade do Cabo. Além disso, propomos um Fórum Permanente nesse segmento, a fim de aglutinar todas as entidades e personalidades interessadas nesse assunto tão importante que deverá virar matéria escolar. Pretendemos utilizar emendas no fomento de iniciativas de fins artístico-culturais, pois nossas crianças, adolescentes e jovens precisam e merecem ter acesso a iniciativas que promovam o encantamento pela vida. O destino de emendas deverá ser tratado em coletivo com todos que compõem o mandato, além das entidades com as quais militamos, como o Fórum Suape, o “Cidade com Arte, Cidade Melhor”, o “Fórum de Juventudes do Cabo”, a “SOBAC" (Sociedade de Bacamarteiros do Cabo).

4. O que você acredita que pode fazer pelo município do Cabo de Santo Agostinho se for eleito?
Com um mandato será possível combater a violência que devora nossas crianças e jovens, além da fome que humilha nossa gente. Pretendemos lutar por melhorias das estradas da Zona Rural do Cabo, e combater as milícias de Suape, de forma institucional, que tomam sítios de posseiros em 27 engenhos entre Cabo e Ipojuca. Sonhamos em seguir organizando a classe artística para cobrar do Poder Executivo  a execução do Plano Municipal de Cultura, que inclusive ajudei a elaborar. Faz-se necessário, também, articular forças locais, estaduais e federais para fomentar iniciativas e estruturas físicas e de pessoal para tratar dependentes químicos, de álcool a drogas ilícitas. Na Cidade do Cabo não é raro ver crianças de 12 anos iniciando a vida de consumo de entorpecentes, como o “prensado” e até crack. Nós, adultos, precisamos agir e não apenas confabular teorias dentro de nossos partidos ou movimentos.

5. O que você aprendeu com a experiência de ter sido candidato a prefeito? Qual a importância dessa experiência para a sua atual candidatura?
Aprendi que toda campanha precisa de um programa claro e inteligível e de uma metodologia inovadora para chamar a atenção do eleitorado. Um planejamento robusto é fundamental, pois o tempo de transmitir nossas ideias é curto e precisa ser otimizado. Além disso, pude perceber que a fragmentação do Partido Socialismo e Liberdade em Pernambuco, em virtude da diversidade de correntes e nosso pouco exercício do diálogo fraterno, de boa fé e colaborativo, enfraquece de morte a possibilidade de aumentar nossa capilaridade em todo o estado de Pernambuco. Eu entreguei um emprego de R$ 4.500,00 como analista de comércio exterior e logística internacional por acreditar no DISCURSO do PSOL PE, mas estou profundamente desapontado com a apatia com que nos trata o Partido. Acho que isso é antiético, imoral e indigno. Eu fazia natação 03 vezes por semana, comprava livros quase todos os meses, assistia espetáculos teatrais em Recife a cada três meses. Troquei tudo isso por um abandono sistêmico e frio do PSOL PE. Enquanto isso, partidos que colaboram com a esfacelação do tecido social no Brasil, como PSDB e PSB, continuam tentando se sustentar politicamente no Cabo, sem respostas à altura. Isso é uma forma de desabonar nosso trabalho sério e comprometido e dar munição aos inimigos do Povo. Não há palavras que descrevam o quanto isso é humilhante.

6. Por que o eleitor pernambucano deve votar em Gleydson Góes?
Porque temos compromisso com a radicalização da cultura de transparência, controle social e combate à corrupção, fundamental para evitar desvios de recursos públicos, que no Brasil, a média anual estimada pelo MPF é de R$ 200 bilhões (por cima). Só em Pernambuco, a sonegação de impostos por parte de grandes empresas chega a R$ 18 bilhões.  Além disso, levaremos em consideração a importância de fortalecer o desenvolvimento sustentável no campo, a melhoria de estradas para que o interior possa escoar sua produção, a fiscalização séria e exigente sobre o falido Sistema Socioeducativo de Pernambuco que já matou 45 internos sob a tutela do estado, sem nem providenciar as devidas indenizações para suas famílias. Pernambuco continua sendo um grande latifúndio onde Senhores de Engenho controlam a impressa, demitem jornalistas probos como Valadares, e perseguem intelectuais sérios como é o caso emblemático do professor da UFPE Michel Zaidan, processado inúmeras vezes por figurões da política local, porém vitorioso em TODOS os casos. Por fim, temos o compromisso de fiscalizar programas como o Bolsa Família e o INSS, alvos de constantes fraudes e desvios de verbas nefastos que empurram nossa gente para a marginalidade e indignidade.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Democracia e República

Pergunta publicada no site Quora.com:

PERGUNTA: Os Estados Unidos da América são uma democracia?

RESPOSTA: Não. Os Estados Unidos da América, assim como todos os outros países que atualmente se dizem democráticos, não são uma democracia. São todos repúblicas. E república e democracia são conceitos bem diferentes.

Repúblicas são ditaduras parlamentares com exceções eleitorais periódicas.
Não se permite que as pessoas votem diretamente em relação aos assuntos de seu interesse porque são tidas como imaturas e irresponsáveis. Estranhamente, porém, essas características nunca são lembradas quando os políticos estão tentando assegurar seus votos para se elegerem seus representantes.

O verdadeiro berço da corrupção está em que milhões de pessoas sejam representadas por uma única pessoa. Porque é muito caro e inviável tentar subornar milhões de pessoas e (na frente da TV) difícil mantê-las assustadas e obedientes e, por outro lado, é fácil comprar um só indivíduo - aquele que deve representar o povo - e então, por meio desse indivíduo, explorar milhões.

Qualquer pessoa que acredita que repúblicas podem bem funcionar de modo justo e equilibrado ainda precisa compreender melhor a natureza humana. Sempre que há a possibilidade de muito lucro pela exploração de milhões de pessoas de uma só vez, a questão nunca é se a corrupção vai ocorrer - mas quem vai ser o primeiro a se beneficiar dela. É por isso que famílias de políticos, algumas se mantêm por várias gerações, sem que nenhum de seus membros jamais tenha realizado um dia de trabalho honesto na vida, estão nadando em riqueza. E as eleições não são nada além dessas pessoas se acotovelando para assegurar um quinhão melhor.

Você imagina que em uma democracia o povo jamais votaria para aprovar que o seu dinheiro suado fosse usado para salvar bancos e financiar empresas cujos próprios diretores arruinaram (e ainda querem continuar ganhando "gratificações por desempenho")?

Esta comparação entre os teatros grego e romano ilustra perfeitamente a diferença gritante entre democracia e república.



As democracias nos transmitem a sensação de algo natural, de que estão em harmonia com a natureza humana. As democracias são abertas e taxam apenas aqueles que mais se beneficiam do Estado, assim os ricos pagam pela educação dos pobres, para que estes votem com sabedoria. Em Atenas, as peças teatrais eram consideradas educação, porque, quando funcionavam adequadamente, eram capazes de reestruturar as escolhas morais das pessoas, e o bem estar do Estado dependia disto.

No extremo oposto, as repúblicas parecem algo forçado, como se algo estivesse sempre fora do lugar. Elas se fundamentam em excessiva e injusta tributação para sustentar os parasitas econômicos que compram a elite política. Fundamentam-se também nos muros que dividem as pessoas em classe média e plebeus e, depois, jogam uns contra os outros. Em Roma, os teatros eram considerados um meio de distrair e aplacar o público - cuja atenção tinha (e ainda hoje tem) que ser desviada de sua labuta sendo explorada.

Do mesmo modo que não era possível haver orgias romanas que fossem de certo modo castasnão deixe que ninguém o engane dizendo que repúblicas podem ser de certo modo democracias.

Resposta por Dimitrios Michmizos

Texto traduzido por Bruno Fernandes.
Texto original: https://www.quora.com/Is-the-United-States-of-America-a-democracy-or-not/answer/Dimitrios-Michmizos?srid=JNzq

domingo, 22 de outubro de 2017

Democracia Plena


Em outra publicação minha nesta página eu expus minhas ideias a respeito do que seria a melhor solução para os problemas de nosso país. Uma parcela significativa da população brasileira, provavelmente por falta de conhecimento e por influência da mídia, acredita firmemente que o Brasil precisa de um salvador, um líder forte, virtuoso e carismático que possa moralizar o país e conduzi-lo ao rumo certo. Se nós entendermos, no entanto, que o Brasil é um país de 8.511.965 km², com uma população de mais de 200 milhões de habitantes, e cujo Estado é uma máquina gigantesca, e além disso, que essa máquina está apodrecida, corroída pela corrupção, ficará bastante claro que um Messias não será capaz de "consertar" o nosso país.

O Brasil é um país com problemas graves e muito complexos. Carece de moralidade, de cultura, de educação e de igualdade social. É triste dizer isto, mas é difícil, muito difícil viver neste país, apesar de tudo de bom que ele tem. Nenhum projeto político é capaz de solucionar os nossos problemas em curto prazo, de hoje para amanhã. E somente um projeto muito grande, que conte com uma adesão maciça, pode gerar algum resultado.

Quero, humildemente, propor um projeto.

Em primeiro lugar, há dois princípios norteadores essenciais, sem os quais não é possível promover o bem estar social e a felicidade de um povo. São eles:

1) Direitos Humanos
 Não será possível existir bem estar social enquanto houver indivíduos excluídos da sociedade ou privados de seus direitos. Não se pode pensar em política sem primeiro pensar em direitos humanos. Uma sociedade é composta por pessoas que se relacionam umas como as outras de forma sistêmica. Cada indivíduo é uma peça importante da grande engrenagem da sociedade. Enquanto algumas classes de indivíduos permanecerem à margem do sistema, este permanecerá doente, defeituoso. Um projeto político para o Brasil precisa priorizar a garantia dos direitos de todos os indivíduos, além, é claro, da proteção ao meio ambiente e aos animais.

2) Democracia
Democracia está relacionada diretamente à liberdade, que tem a ver com o tópico acima. Também não é possível haver bem estar social sem que haja liberdade. Muitos tendem a acreditar que o autoritarismo seja o meio mais eficaz para se pôr as coisas em ordem. Isto é um equívoco. No século XXI, não há mais sentido algum em se pensar em totalitarismo. Uma nação se rege de forma saudável quando há liberdade e participação política.

Entretanto, é preciso problematizar este segundo tópico. Democracia pressupõe liberdade e pressupõe também escolhas. Mas as escolhas só existem quando existe conhecimento. A experiência brasileira no final do século XX em relação à democracia foi frustrada, uma vez que a população, tão logo reconquistou o direito ao voto após mais de vinte anos, elegeu um presidente que precisou ser deposto logo em seguida por corrupção. Na realidade, o que aconteceu neste caso foi uma falha na democracia. Não existe verdadeira democracia quando a população é desinformada e tem uma educação precária. O mero direito ao voto é inútil se o povo não está instrumentalizado com o conhecimento necessário para fazer as escolhas corretas.

3) Educação
Sendo assim, a verdadeira democracia só pode existir com educação. E quando eu falo em educação, eu não me refiro unicamente à educação escolar, mas à educação no sentido mais amplo possível. A educação é responsabilidade de todos os setores da sociedade. O Estado, o setor privado, as organizações não governamentais, a família. Todos são responsáveis por educar, se entendemos educação como a formação do indivíduo enquanto ser pensante e crítico. Educação não é apenas a transmissão de informação ou conhecimento, mas a problematização da realidade, o convite à reflexão e à construção coletiva do conhecimento. Ou seja, a educação requer a participação de toda a sociedade.

Sendo assim, faz-se necessário um projeto que tenha penetração na sociedade. Um projeto que consista em promover a educação em sentido amplo para toda a população, a fim de armar o povo com o conhecimento. Em um segundo momento, vem a ocupação dos espaços institucionais de poder, não por um indivíduo, mas por um grupo que esteja em sintonia, buscando o mesmo objetivo. Como eu já disse, não é um Messias que pode salvar o país, mas um projeto. Um projeto que possa se fazer presente em todos os espaços de poder. E uma vez que esses espaços estejam ocupados, é necessária a ampla participação popular nas decisões políticas, sempre tendo como base os direitos humanos.

Este é apenas um esboço, uma ideia inicial que precisa ser melhor desenvolvida. E por que não poderia ser desenvolvida coletivamente? Eu espero contribuições a fim de enriquecer esse projeto e lhe dar uma cara ainda mais democrática.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Messianismo x Projeto Político

O messianismo na política ainda é um elemento que está poderosamente enraizado na mente dos brasileiros. Nosso povo, mesmo nos dias de hoje, ainda espera ansiosamente por um grande líder que salvará o nosso país da miséria, da corrupção e do subdesenvolvimento. As raízes desse sentimento estão possivelmente ainda no final do século XVI, no sebastianismo português (a crença no retorno do rei Dom Sebastião, desaparecido na batalha de Alcácer-Quibir, e na redenção de Portugal, que se tornaria o Quinto Império).

Tivemos ao longo de nossa história grandes "salvadores da pátria" que surgiram para resolver os grandes problemas de nosso país. Getúlio Vargas, Jânio Quadros, Lula... Nos dias de hoje, vários políticos e não políticos surgem e são fortemente aclamados como os nossos salvadores (o próprio Lula, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, João Dória, Luciano Huck...). Mas será mesmo que apenas um indivíduo é capaz de resolver os problemas do Brasil?

Temos um Estado inchado, com um senado composto de 81 parlamentares, mais uma câmara com 513, além dos governos estaduais, assembleias legislativas, as milhares de prefeituras, câmaras de vereadores e todo o poder judiciário. E toda essa máquina está contaminada de corrupção e vício. Um presidente absolutamente não tem o poder de mudar tudo isso. Vimos recentemente que o congresso tem poder para facilmente destituir um presidente na hora que quiser.

Nosso país tem problemas em todos os setores, em todos os níveis e em todas as esferas. O país é muito grande, a população é gigantesca, os problemas vêm de muito longe. Somos um país que começou errado. Um país cheio de contradições e de dívidas históricas. Somente um esforço conjunto pode dar algum resultado. Mas a experiência já nos mostrou que um presidente por si só não é capaz de mudar o país. Tivemos presidentes de esquerda, de direita, mulher, nordestino, rico, pobre, culto, inculto e os problemas persistem.

Somente um projeto político inovador, que inclua um trabalho de conscientização e educação da população (no sentido mais amplo que a palavra educação possa ter), pode verdadeiramente mudar o nosso país. Não um homem ou uma mulher, mas um projeto novo, uma nova visão de mundo, um programa. Um programa que promova um esforço coletivo, um trabalho conjunto que una a sociedade em torno de um objetivo comum. Esse projeto não será de forma alguma algo fácil de se elaborar e executar, mas é o único caminho para o nosso país.

Sou capaz de garantir que se houver um projeto como esse, completo, tal como está proposto aqui, não terá muita importância quem será a pessoa que estará provisoriamente à frente do processo (um mandato de presidente é bastante curto para as mudanças que precisam ser realizadas no país).

domingo, 13 de agosto de 2017

Os resultados da Educação não são mensuráveis


Os governos federal, estaduais e municipais costumam trabalhar com metas, números e estatísticas para avaliar a qualidade do ensino e buscar melhorias. Nos últimos anos, foram criados diversos instrumentos para avaliar a qualidade do ensino no Brasil. Apesar de serem necessários, todos eles são falhos. E por quê?

Índices de aprovação, de proficiência, fluxo escolar, todos esses números nos dão uma ideia do que acontece nas escolas. Frequência dos alunos nas aulas e notas nas provas e nos trabalhos escolares podem nos dizer muito em relação à qualidade do ensino. Mas não dizem tudo, não são suficientes por si só. Para entendermos isto, é preciso entender o que é de fato a educação.

O artigo 205 da Constituição Federal de 1988 dispõe que:
A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, preparo da pessoa para o exercício da cidadania e qualificação da pessoa para o trabalho.
Ou seja, os objetivos maiores da educação são 1) o "pleno desenvolvimento da pessoa"; 2) o "preparo da pessoa para o exercício da cidadania"; e 3) a "qualificação da pessoa para o trabalho". Geralmente, quando se pensa em ensino, pensa-se somente neste último objetivo. Mas, como vemos, a finalidade da educação não é apenas preparar o indivíduo para o trabalho. A educação tem como fim desenvolver o ser humano e prepará-lo para ser um bom cidadão. Esse desenvolvimento se dá em diversos aspectos, visando à felicidade e bem estar do indivíduo (isto inclui até mesmo o seu desenvolvimento físico, com a prática de atividades físicas e esportivas e com uma alimentação adequada).

Educar significa transformar vidas. E essa transformação não pode ser medida por números. Como sabemos que a educação funcionou? As estatísticas não mostram quantas pessoas se sentem realizadas após terminar seus estudos, nem mostram qual a influência da escola nesse sentimento de realização. Os verdadeiros resultados da educação só se tornarão visíveis décadas depois, quando pudermos ver, pela sociedade que construiremos no futuro, que tipo de cidadãos a escola formou.

No entanto, quando dizemos que não é possível medir os resultados da educação, isto não significa dizer que esses resultados não existam. O futuro do nosso país e de nossa sociedade vai depender do trabalho que está sendo feito hoje em nossas escolas. É a escola de hoje que vai determinar a cara que o nosso país vai ter nas próximas décadas.

A proposta que apresentamos com este artigo é de uma educação menos preocupada com as metas e com os números, mas com um ensino humanizado e humanizador, um ensino mais voltado para o desenvolvimento do ser humano enquanto sujeito de direitos. Para isto, é necessário profissionais bem capacitados, bem remunerados e em constante formação, uma estrutura escolar que propicie a realização de um trabalho docente de qualidade e uma organização escolar que possibilite o alinhamento do ensino com um projeto bem definido de sociedade.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Por um Novo Esquerdismo

O Liberalismo aposta na virtude dos empresários
A doutrina conhecida como liberalismo social parece mesmo muito bonitinha. Prega igualdade social, mas afirma que o caminho para isso é pelo capitalismo "humanizado". Toda aquela história bonitinha de "mão invisível do mercado" funcionaria muito bem, se não fosse por um pequeno problema: os empresários não são bonzinhos! As grandes empresas só querem dinheiro. São gananciosas. Mesmo os projetos sociais e de sustentabilidade que as empresas desenvolvem são parte de uma estratégia de marketing. Uma equipe de um departamento de marketing decide: "Precisamos criar uma imagem positiva da empresa. A melhor forma de conseguir isso é criando um projeto social ou fazendo uma doação para o Teleton. Vamos fazer isso!" Acredite, não é caridade pela caridade. É um investimento. E eles doam com uma mão e tiram com a outra, quando lesam o trabalhador em seus direitos, quando enganam o consumidor, quando sonegam impostos. Não podemos confiar a missão de mudar o nosso país nas mãos dos empresários. Leis trabalhistas precisam existir, leis de proteção ao consumidor têm que existir, leis ambientais têm que existir para impor limites às grandes empresas.

E o Estado? É virtuoso?
A direita, em contrapartida, acusa a esquerda de apostar na virtude do Estado. Talvez uma parte da esquerda realmente cometa esse erro. Mas é um erro. Os políticos também não são bonzinhos (tenho a sensação de estar sendo óbvio demais...). O Estado tem o papel de administrar os limites entre as liberdades. O grande problema é que os políticos são corruptos. Os políticos representam, na maioria das vezes, os interesses do capital. Eles são financiados pelas grandes empresas. E as empresas financiam os políticos esperando benefícios em troca. E os políticos, por sua vez, governam para as grandes empresas, não para o povo.

O que fazer, então?
Talvez a solução para esse impasse seja a luta por uma democracia plena. O poder popular é a única forma de se garantir que os nossos direitos não sejam violados e que haja igualdade social. A Constituição Federal, no seu artigo 1º, parágrafo único, diz que "Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente..."(grifo nosso) Ou seja, a constituição prevê que o povo pode exercer diretamente o poder. Mas quais são os instrumentos e dispositivos legais que possibilitam isso? É preciso que sejam criadas leis e feitas emendas constitucionais que possibilitem que o povo exerça diretamente o poder. Os governos têm que governar para os mais fracos, não para os mais fortes. São os mais pobres e mais excluídos que precisam de governo.

Como o povo pode ser empoderado?
O povo não pode exercer poder enquanto não tiver conhecimento e educação. Mas não é a escola que carrega sozinha a responsabilidade de educar o povo. Educar é papel de várias instituições, inclusive os movimentos sociais. Educamos as pessoas divulgando o conhecimento, conscientizando pessoas, dialogando com o povo. Nossa população mais pobre hoje está defendendo as ideias e os interesses de seus maiores inimigos. Os conservadores mais reacionários têm recebido grande apoio e aplauso das massas excluídas, que acreditam serem eles os seus salvadores. O povo não tem conhecimento, e por isso erra. O povo precisa ter a consciência de seu papel, de sua força, e depois exercer o poder.

Por que o povão tende para o conservadorismo reacionário?
Um grande problema das esquerdas de nosso país hoje é o academicismo. Intelectuais de esquerda hoje sentam em roda para discutir teoria, discutir Marx, com seus jargões e sua linguagem acadêmica e sentem suas consciências tranquilas, achando que estão fazendo a sua parte. Enquanto toda essa discussão não consegue atravessar as paredes da Academia, as favelas aplaudem os Bolsonaros da vida. Os intelectuais precisam deixar a sua indolência e dialogar com as massas antes que seja tarde demais. Nenhuma revolução se faz dentro de universidades, mas nas ruas, com a força das massas.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Não há rombo na Previdência


Não existe o tal rombo na Previdência. Não podemos nos deixar enganar. Não podemos aceitar que a trabalhadora e o trabalhador paguem a conta.
Vamos divulgar essas informações para o máximo de pessoas possível.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

O Saber Científico e a Busca de Soluções para os Grandes Males da Humanidade

Vivemos em uma época de extraordinário avanço científico e tecnológico. A ciência fez grandes descobertas, realizou coisas que nos séculos passados eram inimagináveis, e com isso vem contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Paradoxalmente, a humanidade ainda tem que lidar com problemas antigos, como a pobreza, a intolerância, a desigualdade, a violência, o preconceito, a discriminação, o fanatismo.

No livro Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade, a professora Maria Cecília de Souza Minayo diz o seguinte: "Para problemas essenciais, como a pobreza, a miséria, a fome, a violência, a ciência continua sem respostas e sem propostas"¹. Ou seja, segundo ela, a ciência ainda não foi capaz de fornecer respostas ou propor soluções para esses problemas. Eu me pergunto: será mesmo? A ciência é realmente impotente em relação a essas questões?

A época em que estamos vivendo é uma época riquíssima em termos de conhecimento científico e acadêmico. O mundo é pontilhado de universidades e centros de pesquisa. Em todo o planeta, em todas as grandes cidades, um grande volume de conhecimento científico é produzido diariamente. São inúmeros estudos, artigos, teses e dissertações, palestras e conferências produzidos em várias partes do planeta em grande quantidade. Eu arriscaria dizer que hoje a humanidade dispõe de uma quantidade bastante satisfatória de conhecimento científico, suficiente para que possa proporcionar muita qualidade de vida para todas as pessoas. Ainda que haja muito a se descobrir, estamos hoje em um nível bastante avançado de conhecimento científico.

Sendo assim, eu não posso acreditar que não exista conhecimento suficiente para que se possa encontrar uma solução para problemas como a miséria, a desigualdade social e a violência. Com um esforço consciente e direcionado para esse fim, eu não creio que fosse impossível resolver esses problemas, e em um prazo não muito longo. Logo, qual a razão para que esses problemas ainda existam?

Ao longo da história recente da nossa civilização, podemos ver claramente que não existe o interesse por parte daqueles que detêm o poder em resolver esses problemas. Há setores da sociedade que têm interesse direto na manutenção da desigualdade e da ordem atual das coisas. Setores dominantes que querem continuar dominantes a qualquer custo. Setores que colocam os interesses econômicos acima do bem estar e da felicidade da coletividade. Portanto, a miséria, a desigualdade social e a violência não são uma questão de conhecimento científico, mas de política.

Os governos têm o poder de solucionar problemas aparentemente insolúveis. Bastaria fazer com que a produção acadêmica fosse aplicada a essa finalidade, na busca de soluções, na criação de projetos que fossem capazes de eliminar esses problemas. A ciência talvez não tenha respostas exatas, soluções mágicas ou fórmulas prontas para resolver todos os problemas, mas é capaz de identificar as causas dos problemas e de apontar o caminho para a sua resolução. No entanto, raramente os poderes institucionais demonstram qualquer interesse em se aproximar da intelectualidade e da academia. Alguns chegam até mesmo a temer que essa aproximação possa conferir poder à comunidade científica, poder esse que representaria uma ameaça ao seu poder, à sua condição dominante e aos seus interesses.

É incrível como há tantos anos a ciência tem a resposta para as questões ambientais, tem mostrado o caminho para a preservação do planeta, mas os interesses econômicos e políticos ainda travam o progresso nesse sentido. É incrível como o mundo produz tanta riqueza, mas a maior parte dela ainda se concentra nas mãos de tão poucos.

Não podemos cobrar da ciência a solução. A ciência vem fazendo a sua parte, vem cumprindo o seu papel, tanto as ciências humanas quanto as ciências da natureza. É sobre a política que deve recair o peso da culpa por esses males da humanidade. Falta o interesse em se mobilizar os poderes institucionais, em se unirem forças para o confronto a esses problemas.


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Publicado na revista eletrônica Referência.

1. MINAYO, Maria Cecília. O Desafio da Pesquisa Social. Em: Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Olinda continua abandonada

O prefeito de Olinda, Professor Lupércio, foi eleito em 2016 com a promessa de melhorar a vida dos olindenses. Entretanto, como era de se esperar, Olinda continua abandonada. Há mais de trinta anos, não existe respeito pela cidade. Olinda, que já foi a cidade mais importante do país, tornou-se vítima de oportunistas, como esse profissional da política, Lupércio Carlos, que já foi vereador, deputado estadual, e agora é prefeito, graças, sobretudo, ao seu curral eleitoral, composto principalmente de evangélicos e os beneficiários de seu "projeto" Casa de Recuperação Cristo Liberta, cujos participantes dizem nos ônibus cinicamente que não recebe ajuda de políticos...

Hoje, 13 de abril de 2017, bastou cair a chuva normal de todos os anos para vermos que a situação da cidade continua a mesma. Olinda novamente debaixo d'água. A entrada e a saída pela avenida Presidente Kennedy e outras avenidas importantes da cidade ficou quase impossível devido ao acúmulo de água. O prefeito, que em campanha prometeu até colocar drones para garantir a segurança na cidade (!), não fez absolutamente nada para impedir esse transtorno na vida dos olindenses.

Até quando a nossa cidade ficará nas mãos de oportunistas como esses? Até quando teremos prefeitos negligentes e uma câmara omissa, que não cumpre seu papel de cobrar as melhorias para a cidade? Olinda não merece prefeitos como Lupércio, Renildo Calheiros, Luciana Santos, Jacilda Urquiza e Germano Coelho. Esses prefeitos são e serão para sempre uma mancha na história de Olinda. Olindenses, tomemos consciência e rejeitemos esses canalhas!

Imagem do site g1.globo.com

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Entrevista com Bruno Fernandes, candidato a vereador de Olinda

Bruno Fernandes é candidato a vereador de Olinda pelo PSOL - Partido Socialismo e Liberdade. É professor, tem 32 anos, é casado e tem três filhos. Formado em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduando em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Plano Municipal de Educação em Direitos Humanos


A Organização das Nações Unidas proclamou os anos de 1995 a 2004 como a Década das Nações Unidas para a Educação em matéria de Direitos Humanos. Nesse período, foram dadas orientações para que fossem criados nos países membros os planos nacionais de educação em direitos humanos, contendo metas e ações específicas para a promoção da educação em direitos humanos, com o objetivo de criar nos povos uma cultura de direitos humanos nesses países.

No Brasil, o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos foi criado em 2003, e foi discutido e revisado, sendo lançada uma nova versão em 2006.

Alguns municípios, como Rio de Janeiro e Joinville, criaram seus próprios planos municipais de educação em direitos humanos, considerando ser essa matéria de extrema importância para a construção de uma sociedade mais inclusiva e tolerante, em que possa existir verdadeira igualdade social.

Nossa proposta para a cidade de Olinda é a criação do nosso Plano Municipal de Educação em Direitos Humanos, a fim de promover a criação e consolidação da cultura de direitos humanos entre o nosso povo, entendendo que a luta pela igualdade social e a emancipação do povo olindense, especialmente daqueles considerados excluídos da sociedade, deve começar pela educação, esta sendo compreendida em sentido amplo.

Acreditamos ser este projeto de grande importância para a cidade e assumimos o compromisso de lutar por sua concretização.


Conheça mais de nossas propostas: CLIQUE AQUI.
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BRUNO FERNANDES 50.500
Reconstruir Olinda é possível.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

COMBATIVIDADE: A Câmara de Olinda precisa cumprir seu papel


Olinda passa por sérios problemas. Ao longo dos quase 16 anos da gestão do PCdoB, a cidade foi vítima de descaso. Seja na infraestrutura, seja na saúde, na educação, na segurança e em várias outras áreas, é visível a negligência. E a falta de recursos não pode servir de desculpa: a cidade recebe recursos estaduais e federais, e nesses dezesseis anos a prefeitura deveria ter investido no desenvolvimento da cidade, a fim de multiplicar os recursos vindos do próprio município.

A prefeitura obviamente é a maior responsável por esses problemas. No entanto, a câmara dos vereadores tem sido conivente com esses erros, uma vez que não cumpre seu papel, denunciando-os com veemência. A câmara tem o dever de fiscalizar a prefeitura, levantar a voz contra o descaso e a negligência da gestão da cidade. Mas, infelizmente, Olinda não tem oposição na câmara. Não há discussão política. O trabalho de muitos vereadores tem se resumido a conceder títulos de cidadãos olindenses e dar nomes a ruas, além de apresentar projetos de lei inúteis e que não melhoram em nada a vida do cidadão.

A câmara de Olinda precisa representar os interesses do povo. Precisa de vereadores que denunciem os erros da prefeitura, que levantem a voz contra o descaso, a negligência e a corrupção. Precisa de vereadores verdadeiramente atuantes. Precisa de uma oposição que faça pressão para que a prefeitura trabalhe em favor do povo.

Por isso é importante acompanhar a atuação dos vereadores. O povo precisa acompanhar o dia a dia da câmara, precisa frequentá-la, acompanhar as votações, participar das audiências públicas. Os vereadores precisam representar o povo, portanto o povo precisa participar da vida política de sua cidade, precisam participar do dia a dia da câmara.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma reflexão sobre a Educação em Olinda


O problema da educação em Olinda precisa ser analisado de um ponto de vista mais amplo.
Primeiramente, é preciso definirmos o conceito de educação. Educação é um conceito amplo. Significa mudar pessoas, torná-las seres humanos melhores em vários sentidos. O principal objetivo da educação é desenvolver plenamente o indivíduo, transformá-lo em um cidadão consciente e capaz de interagir positivamente com o mundo em que vive, com condições de contribuir para sua melhoria. Nesse sentido, a educação vai muito além das atividades escolares. A educação acontece no lar, nas instituições religiosas e culturais, nos espaços de lazer e nos partidos políticos. Esse sentido mais amplo precisa ser pensado quando se quer discutir a educação enquanto conceito norteador de um trabalho político e social. Promove-se a educação também desenvolvendo a cultura; promove-se a educação cuidando da saúde pública; promove-se a educação proporcionando lazer e práticas esportivas; promove-se a educação criando-se espaços de debate político e filosófico. O usuário do sistema de saúde, por exemplo, precisa ser educado para que possa cuidar bem de sua saúde e evitar doenças. O sistema de saúde é também um espaço de educação.

domingo, 17 de julho de 2016

Bruno Fernandes lança pré-candidatura para vereador de Olinda


Ontem, dia 16 de julho de 2016, aconteceu na Casa dos Diálogos, no Carmo, em Olinda, o evento de lançamento da pré-candidatura do professor Bruno Fernandes para o cargo de vereador. O evento contou com a presença do deputado estadual e pré-candidato à prefeitura de Recife Edilson Silva, da pré-candidata a vice-prefeita de Recife Luciana Cavalcanti, da presidente estadual do PSOL-PE e pré-candidata a vereadora de Recife Albanise Pires, além do presidente do PSOL Olinda e pré-candidato a prefeito de Olinda Jesualdo Campos Júnior.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A compreensão pode curar a homofobia

A homofobia mata. Mas tem cura. Colocar-se no lugar do outro pode ser um caminho.

Conversei esta semana com um rapaz de 20 anos, aluno de uma escola do bairro de Rio Doce, em Olinda, que disse ter sido vítima de crime de homofobia na própria escola. Não vou revelar a identidade do rapaz. Ao chegar na escola, após ter passado por vários problemas no percurso, um colega começou a provocá-lo, com frases que eu prefiro não reproduzir aqui pelo nível de vulgaridade, a ponto de tirar o rapaz do sério. Os dois foram às vias de fato. O rapaz queria orientação quanto ao que deveria fazer, a quem recorrer a fim de denunciar o crime do qual foi vítima. Fiquei bastante comovido com o relato. Jovem, homossexual, indignado por não suportar mais o preconceito, o ódio do qual é vítima unicamente por causa de sua orientação sexual, estava simplesmente desesperado. Tento me colocar na pele de pessoas como esse menino. Conheço tantos rapazes e moças homossexuais, pessoas de um coração bom, pessoas inteligentes, bondosas e principalmente bem humoradas. Dói meu coração de pensar no desespero dessas pessoas, que gritam, apelam à sociedade que apenas os deixe em paz, que os aceite, que os reconheça como seres humanos. Que os permita ser quem eles são, ser o que são. Que os permita existir. Há muitos que dizem aceitar os homossexuais, mas com a condição de que se mantenham escondidos da sociedade, que disfarcem sua homossexualidade, que não se manifestem, que não se mostrem, que se conformem aos moldes que a sociedade impõe. Isso não é tolerância. Isso continua sendo uma enorme violência.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O drama dos povos indígenas do Brasil

QUEM são os indígenas do Brasil?

O Brasil não foi habitado por grandes civilizações indígenas, como os maias, astecas e incas. No entanto, estima-se que havia no Brasil, à época em que os conquistadores portugueses chegaram aqui, mais de sete milhões de nativos, de diversas tribos, espalhados por diferentes regiões. Hoje há cerca de novecentos mil indígenas vivendo em nosso país. Nossos nativos sofreram grande violência física e cultural, foram despojados de suas terras, de suas riquezas, de sua cultura, foram atingidos por doenças que lhes eram desconhecidas e contra as quais não tinham defesas naturais. Muitos foram assassinados, muitas mulheres violentadas, populações foram expulsas de suas terras. Hoje, nossos índios lutam para continuar existindo, lutam para manter sua identidade, o que é cada vez mais difícil, devido à ganância voraz dos latifundiários, dos grandes capitalistas, que cobiçam suas terras e a riqueza que estas contêm, que os veem como animais selvagens sem alma.